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Matéria publicada em 09/2008
Leucotron investe R$ 1 mi e prevê crescimento de 30%
Diário do Comércio
Entre 2003 e 2007, a Leucotron Telecom - fabricante de PABX, software para telefonia e terminais telefônicos - triplicou o faturamento, passando de R$ 10 milhões para R$ 30 milhões. Localizada em Santa Rita do Sapucaí, mais conhecida como Vale da Eletrônica, no Sul de Minas, a empresa, com o objetivo de manter o ritmo dos negócios e crescer 30% neste ano, investiu R$ 1 milhão em um novo espaço que abrigará o setor industrial. Com isso, a área construída saltou de 2,190 mil metros quadrados para 3,040 mil metros quadrados.
Neste período, a base de clientes também foi ampliada nas mesmas proporções. Para o diretor-geral da Leucotron, Marcos Goulart, o crescimento da empresa está associado à melhoria da gestão. "ramos muito técnicos e pouco comerciais. Agora, passamos a ser mais comerciais", explicou. A empresa contou com a Fundação Dom Cabral (FDC) para reestruturar as áreas de gestão e finanças. "Fomos atrás de certificações. Com isso, conseguimos fechar negócios com clientes de grande porte como Caixa Econômica Federal (Caixa), Oi, Embratel e Telefônica."
Cerca de 10% do faturamento bruto é direcionado para o setor de desenvolvimento. A empresa também investe no quadro de pessoal por meio de bolsas de estudos, por exemplo. "Queremos investir nos nossos funcionários com o intuito de reter talentos", comentou. Com a ampliação da fábrica serão contratados, até o término do exercício, 25 funcionários.
Segundo o diretor-geral, para a manutenção do bom desempenho os negócios estarão voltados para o lançamento de produtos na área de internet protocol (IP). Apesar de não revelar, Goulart afirmou que outras estratégias estão sendo desenvolvidas. "No entanto, o momento ainda não é propício para sinalizarmos o que será feito", disse.
A sobrevalorização do real frente ao dólar é visto como uma "faca de dois gumes". Como grande parte dos insumos é importada, por um lado beneficia os negócios porque a empresa consegue diminuir o preço final dos produtos e aumentar o volume de vendas. Em contrapartida, o enfraquecimento da moeda norte-americana favorece a entrada de produtos estrangeiros e prejudica as exportações.
Embora incipientes, os embarques são direcionados para o México e Peru. Já as matérias-primas são compradas nos países asiáticos, europeus e nos Estados Unidos. O desembaraço aduaneiro é realizado no porto seco de Varginha, município localizado na mesma região.
Um dos entraves que a empresa enfrenta é a concorrência, tanto no mercado interno quanto o externo, com os produtos não homologados. "Prejudica as vendas porque competimos com algumas marcas que são mais baratas, mas não têm o aval dos órgãos competentes para estarem no mercado. Falta uma maior fiscalização", explicou.
Questionado sobre os possíveis benefícios com a implantação do pólo de microeletrônica em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Goulart afirmou que os ganhos serão em relação ao estoque e ao preço do frete. "Não será mais preciso empatar o capital com a formação de estoque. Além disso, haverá uma economia em relação ao frete. Uma coisa é você comprar os insumos na Ásia, outra é adquirir dentro do Estado."
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