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Matéria publicada em 06/2004
Inovação dá retorno
B2B
O ano de 2003 foi um marco para a Leucotron.
Apesar das mudanças na gestão na fornecedora de equipamentos de telecomunicações ter começado um pouco antes, foi no ano passado que se provou que investir em novos produtos vale a pena. Resultado: 60% do faturamento atual vem de lançamentos feitos ano no ano passado, quando a empresa completou duas décadas. E mais do que reservar espaço no orçamento para pesquisa - hoje corresponde a 8% do total - o que vale é a sintonia com o mercado. É a mudança de uma empresa essencialmente técnica para um perfil comercialmente agressivo. Um exemplo é um PABX com interface direta para celulares, sem adaptações improvisadas feitas no mercasdo. O chip (Simcard) vai no aparelho, o que permite visualizar as chamadas no computador ou no terminal. Outra sacada é o lançamento de um pequeno PABX, com duas linhas e três ramais, até três linhas e nove ramais. Ou ainda o Netmic, um produto que permite mudar as mensagens de espera telefônica das filiais a partir da matriz. Com tanta criatividade, os frutos não devem demorar. Os executivos da empresa esperam que -apesar da queda do setor de 20% no ano passado - cresçam 78% este ano. "A gente realmente acredita que inovar dá retorno", explica Marcos Goulart Vilela, sócio-diretor da Leucotron, localizada em um dos principais pólos de pesquisa em telecomunicações do País, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. A próxima etapa é partir para o mercado externo. O processo é longo, considerando as diferenças entre alguns padrões brasileiros e os internacionais, e a complicada homologação em outros países. Mas a expectativa é que pelo menos 10% do faturamento em 2005 venha das exportações.

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